Elagabalus, cujo nome era Marcus Aurelius Antoninus, foi imperador romano entre 218 e 222 d.C.,
ascendendo ao trono ainda adolescente após a morte de seu suposto pai, o imperador Caracalla.
Nascido na Síria, pertencia à dinastia dos Severos e foi proclamado imperador pelas tropas orientais,
que derrotaram Macrinus, responsável pelo assassinato de Caracalla.
Seu reinado ficou marcado principalmente pela tentativa de introduzir em Roma o culto de Elagabal,
divindade solar de Emesa da qual o jovem imperador era sacerdote. O culto provocou forte resistência
entre setores da sociedade romana, especialmente devido à tentativa de elevar o deus sírio
a uma posição de destaque dentro da religião oficial do Império.
As fontes antigas também apresentam Elagabalus como um governante extravagante e controverso,
relatando comportamentos considerados escandalosos pelos padrões romanos da época. Entretanto,
muitos desses relatos foram escritos por autores posteriores e devem ser analisados com cautela.
A crescente oposição levou sua avó, Julia Maesa, a promover seu primo Alexander como sucessor.
Em 222, a relação entre os dois entrou em conflito e Elagabalus acabou abandonado pela Guarda Pretoriana.
O imperador foi assassinado junto com sua mãe, Julia Soaemias, e seu corpo foi lançado no rio Tibre.
Alexander Severus tornou-se então imperador, iniciando uma nova fase da dinastia dos Severos.
Apesar de seu reinado extremamente curto, Elagabalus tornou-se uma das figuras mais controversas
da história imperial romana, e suas moedas constituem importantes registros de sua política,
de sua religião e da imagem oficial que procurou construir como imperador.