Gratian, também conhecido como Gratianus, foi imperador romano do Ocidente entre 367 e 383 d.C.
Filho do imperador Valentinian I, Graciano foi nomeado coimperador ainda criança e assumiu maior poder após a morte do pai em 375 d.C. Durante seu governo, dividiu a administração do império com seu meio-irmão Valentinian II.
Seu reinado ocorreu em um período de crescente pressão de povos bárbaros nas fronteiras romanas, especialmente godos e alamanos. Graciano obteve algumas vitórias militares importantes, mas enfrentou dificuldades para manter a estabilidade do Ocidente.
Ele também ficou conhecido por favorecer fortemente o cristianismo niceno. Sob influência de Ambrose, bispo de Milão, Graciano tomou medidas simbólicas importantes contra antigas tradições pagãs, como a remoção do Altar da Vitória do Senado romano e a recusa do título pagão de Pontifex Maximus.
Em 379 d.C., nomeou Theodosius I como imperador do Oriente, decisão que teria grande impacto no futuro do império.
Seu governo terminou em 383 d.C., quando o general Magnus Maximus liderou uma revolta na Britânia e avançou sobre a Gália. Abandonado por parte de suas tropas, Graciano foi derrotado e assassinado.
Historicamente, ele é lembrado como um imperador jovem, influenciado pelo cristianismo e atuante em um momento decisivo da transformação religiosa do Império Romano.