Nero foi imperador romano entre 54 e 68 d.C. e um dos governantes mais famosos — e controversos — da história de Roma.
Filho adotivo do imperador Claudius, Nero chegou ao poder ainda jovem, inicialmente sob forte influência de sua mãe Agrippina the Younger e de conselheiros como Seneca the Younger.
Os primeiros anos de seu governo foram relativamente estáveis, mas com o tempo Nero passou a ganhar fama de governante autoritário, extravagante e paranoico. Seu reinado ficou marcado por conflitos políticos, execuções de rivais e até de membros da própria família, incluindo sua mãe.
O episódio mais famoso associado a Nero é o Grande Incêndio de Roma em 64 d.C. Embora não existam provas de que tenha provocado o incêndio, autores antigos afirmavam que ele teria culpado os cristãos pelo desastre, iniciando uma das primeiras grandes perseguições contra os seguidores do cristianismo.
Nero também investiu em grandes construções, como a luxuosa Domus Aurea (“Casa Dourada”), e tinha forte interesse por arte, música e teatro, participando pessoalmente de apresentações públicas — comportamento considerado escandaloso para um imperador romano.
Nos últimos anos de seu reinado, enfrentou revoltas militares e perda de apoio político. Em 68 d.C., o Senado declarou Nero inimigo público. Abandonado por aliados, ele fugiu de Roma e acabou cometendo suicídio.
Com sua morte terminou a dinastia júlio-claudiana, a primeira família imperial de Roma. Nero permaneceu na memória histórica como símbolo de tirania, excesso e decadência imperial, embora historiadores modernos debatam até que ponto sua imagem foi exagerada por autores hostis ao seu governo.